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domingo, 10 de maio de 2015

O que é Geoprocessamento

Geoprocessamento é um conjunto de tecnologias de coleta, tratamento, manipulação e apresentação de informações espaciais, voltado para um objetivo específico.
As ferramentas computacionais para o geoprocessamento, chamadas de Sistemas de Informação Geográficas (SIG), permitem realizar análises complexas, pois integram dados de diversas fontes e criam banco de dados georreferenciados.
Há necessidade de dados, para que o SIG cumpra suas finalidades. A aquisição de dados em geoprocessamento deve partir de uma definição clara dos parâmetros, variáveis e indicadores, que serão necessários no projeto a ser implementado. Sua existência deve ser verificada em lugar adequado.
Após o surgimento do Google Maps, do Google Earth uma verdadeira revolução está acontecendo. Pessoas que até então não tinham qualquer contato com ferramentas SIG, de uma hora para outra podem ter acesso a qualquer parte do planeta por meio de aplicações que misturam imagens de satélite, modelos 3D e GPS, sendo que o usuário necessita apenas ter conexão à internet.
A digitalização é um dos processos mais utilizados para obtenção de dados já existentes. Como os custos para geração são altos, aproveita-se ao máximo possível os dados analógicos, convertendo-os para a forma digital através da digitalização automática ou manual.
A fotogrametria é a técnica que permite realizar medições rigorosas a partir de fotografias. Com fotografias aéreas, são obtidas medidas de posições de pontos que vão dar origem ao desenho de cartas topográficas. As fotografias aéreas são adquiridas com alguma sobreposição, o que origina, devido a diferentes perspectivas de um mesmo local, uma percepção das três dimensões do terreno, permitindo assim medi-lás de forma rigorosa.
Praticamente todas as áreas de administração municipal podem encontrar no geoprocessamento um importante aliado nas etapas de levantamento de dados, diagnóstico do problema, tomada de decisão, planejamento, projeto, execução de ações e medição dos resultados. De um modo geral, o fato de conhecermos onde os problemas ocorrem e poder visualizá-los espacialmente facilita sobremaneira seu entendimento e nos mostra as possíveis soluções, senão a única.
O estágio atual das geotecnologias permite fazer uma análise espacial que combine o mapeamento dos problemas urbanos com informações físicas, demográficas, geográficas, topográficas ou de infraestrutura. Esta análise levará, sem dúvidas, a adotar uma solução mais racional que a sugerida pela análise, e em menor tempo.
Podemos citar como problemas típicos de uma administração municipal e cuja solução pode estar vinculada ao uso do geoprocessamento: (a) Qual é o melhor lugar para construir um novo posto de saúde, dentre os terrenos da Prefeitura, considerando a densidade demográfica, a renda média e as áreas de abrangência dos postos existentes? (b) Quais são as áreas da cidade não atendidas eficientemente pelo sistema de transporte coletivo considerando, por exemplo, a densidade demográfica e a distância máxima até o ponto ou terminal mais próximo? (c) Qual a porcentagem de crianças, entre cinco e dez anos, que não estão matriculados regularmente nas escolas dos municípios? (d) Quais são as áreas de risco ambiental da cidade e quais as ocupações irregulares nestas áreas? Elas aumentaram, diminuíram, onde se concentraram?
de resíduos, e assim por adiante. Da mesma forma, essa tecnologia pode ser usada em análises de qualidade de habitat e fragmentação. 

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